gente tem mania de achar que é sempre mais, ou tem, ou pelo menos teve...
e se não há objeto comparativo, acha ainda que é muito!
a gente pensa, logo mesmo quando começa a pensar (ou entender que pensa), que viveu as experiências em suas maiores proporções possíveis, abrigou no corpo todas as emoções-sensações imagináveis...
como enquanto menina ainda, aos 6, experimentamos o maior sofrimento do mundo ao perder os dentes.
ou moça, a maior dor que pode nos atingir: a primeira cólica.
e o primeiro amor perdido?
isso porque gente tem mania de escolher as coisas ruins para ser mais enfático, eu acho...
mas o interessante é que eu mesma, gente como a gente, senti uma vontade enorme de expor minha desilusão!
é que logo eu, mulher vivida, de altos e baixos, de veses e reveses, frente e verso, ontem me vi deliciosamente invadida por uma surpreendente felicidade. tão simples, tão delicada, e tão intensa! sem dúvidas, a maior que já senti, ATÉ AGORA!
e então, subindo mais um degrau, me senti uma casa de portas abertas: permitindo aos sentimentos liberdade para serem do tamanho que quiserem, a seu tempo, pois são todos de mim! e eu sou deles!
eu sou uma jovem senhora emotiva e emocionada com o renovar das esperanças! e pronta para cada novo nascer de tudo que eu desejar...
genuinamente feliz! contudo e com tudo...
