quinta-feira, 16 de setembro de 2010

refletir


gente tem mania de achar que é sempre mais, ou tem, ou pelo menos teve...
e se não há objeto comparativo, acha ainda que é muito!
a gente pensa, logo mesmo quando começa a pensar (ou entender que pensa), que viveu as experiências em suas maiores proporções possíveis, abrigou no corpo todas as emoções-sensações imagináveis...
como enquanto menina ainda, aos 6, experimentamos o maior sofrimento do mundo ao perder os dentes.
ou moça, a maior dor que pode nos atingir: a primeira cólica.
e o primeiro amor perdido?
isso porque gente tem mania de escolher as coisas ruins para ser mais enfático, eu acho...
mas o interessante é que eu mesma, gente como a gente, senti uma vontade enorme de expor minha desilusão!
é que logo eu, mulher vivida, de altos e baixos, de veses e reveses, frente e verso, ontem me vi deliciosamente invadida por uma surpreendente felicidade. tão simples, tão delicada, e tão intensa! sem dúvidas, a maior que já senti, ATÉ AGORA!

e então, subindo mais um degrau, me senti uma casa de portas abertas: permitindo aos sentimentos liberdade para serem do tamanho que quiserem, a seu tempo, pois são todos de mim! e eu sou deles!
eu sou uma jovem senhora emotiva e emocionada com o renovar das esperanças! e pronta para cada novo nascer de tudo que eu desejar...


genuinamente feliz! contudo e com tudo...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

das coisas bonitas


eu hoje sem querer saber da distância, mesmo a sentindo aqui bem pertinho, aceitei olhar para o outro lado.
e, me sentindo flor, enxerguei um enorme jardim. e, como a cada manifestação, o desenrolar de uma nova pétala, e, take a take deste filme que observo em câmera lenta, pois é assim mesmo que deve ser, sinto a beleza fluir...
quero inspirar-lhes gratidão hoje (mais que sempre) a vocês, meninas:
novas, antigas (velhas nunca!), próximas, distantes (só do corpo), as que estão do meu lado, as que estão do outro lado e inclusive aquelas que ainda serão; por desabrocharem incansavelmente junto comigo!

belas nuances de cores ao sol, suaves bailares ao vento, doces perfumes ao luar, somos nós!

e sigamos na nossa busca eterna de nós mesmas, formando, ao longo, uma linda paisagem, convidando a todos para a grande festa do amor!

sempre preparadas e cada vez mais...

beijos e queijos,
da amiga
Thá

domingo, 5 de setembro de 2010

flores na pele


ah, quanta beleza há nesse mundo!
beleza bonita de sentir, isso é o que me importa...
quero viver com arte, de arte e através da arte.
arte é emoção de pegar, é emoção que dá pra ver... arte é emoção de botar pra dentro!

e quando ela funciona, o vício-versa e prosa...



acho que tô me sentindo arte também!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

saudade-matéria

quase sempre falamos em saudade sem termos propriedade de tal palavra.
certa vez tentaram me explicar a diferença entre sentir saudade de alguém e sentir falta, eu pensei ter entendido, mas não... coisa impossível de ser entendida, é coisa de ser vivida mesmo.
é que hoje, diante de mais uma madrugada atordoada pelos fusos horário e muscular cardíaco, eu me deparei com esse emaranhado de sentimentos tentando encontrar o seu lugar. e percebi que esse era o meu momento de entender tudo isso: agora.
acho que sentir falta é sentir leve, pensar, lembrar e sentir palpável o que te falta...
mas a saudade não! saudade é pesada!
(deve ser feita daquela leveza insustentável que Kundera me apresentou)
é como se necessitasse se transformar naquilo que não está presente, é sentimento que nasce com a intenção de tomar o lugar da pessoa que deveria estar ali, tapar o buraco... mas já nasce com a imperfeição de saber-se incapaz de fazer o que a princípio se propõe...
acho que é daí que nasce a lágrima.
mas não qualquer lágrima!
a lágrima filha da saudade, aquela que acaricia a face, escorre pelo pescoço e pelo colo, e busca o peito, numa última e desesperada tentativa de fazer o que a saudade não consegue...
bem, eu acho...

tua mão percorrendo meu rosto e fim.