quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Foi de repente.
Todos os meus sentimentos encontram-se em colapso. O medo de querer sem querer sempre estar do outro lado, fruto de uma conjuntura astral um tanto quanto perigosa. Eu leio, leio, penso muito, leio, leio, penso muito e ainda não sei.
Minhas certezas estão sempre em ebulição, e minha personalidade acompanha os gestos de uma capa nem sempre acostumada com onde há de estar.
Será que é assim mesmo isso tudo tão confuso como aparenta a quem lê o que escreve este alguém que nem sempre reconhece a quem pertence? É. Cada luta diária propõe o duelo de meus eus. Experimentais experiências.
O olhar no espelho parece uma foto. E eu, quem observa... Um instante e o registro. Sou do lado de cá, quem me faz e não quem sou, ali espelhada.Mas é de repente, o minuto em que espreito o momento e a captura.
E eis-me aqui, do outro lado, sendo feita.Loucura instaurar minha incoerência e tentar enfiar-me numa roupa (in)justa. Onde só cabe o que é feito da carne e do comum, onde não cabem as urgências acolhidas, não cabem as extremidades do calor e do frio.
Então, eu não seria ninguém.
E eu sou o todo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Salve, Jorge!
Obrigada!





segunda-feira, 8 de junho de 2009

Em-volta...


Ah... eis que volto
Em passos curtos
E uma sensação de não
Saber
O tempo é meu
parceiro mais oculto
A quem não consigo entender
Vejo pela minha janela
O mundo
E mais tarde volto
A adormecer
Não corto
Curto
Não calo
Um segundo

domingo, 9 de dezembro de 2007

Natural Mente

Pés descalços

Sobre a terra

Somos mãe e filha

Filha e mãe



...e seguirei pelas veredas de meus novos caminhos

traçados passo a passo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Sarcástica (Engraçadinha)



Por que dizer a vida em sarcasmo?
Por que dizer à vida o sarcasmo?

Fazer graça da graça em desgraça,
Ou graça da desgraça? Que engraçado

Perguntarão a mim qual, então, a
Graça disso tudo.


É que ando muito engraçadinha. Meu amor.

Ella.


[saudades bastantes. ]

retrato por minha irmã.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Brilhar

Bendito sejas tu, colorido ao raiar
Surjas eterno em meus dias
Companheiro no caminho da luz
E verdade!


[ ;)]

sábado, 4 de agosto de 2007

a-Cor-da vida!

...e de repente tudo mudou de cor. E só havia a raiva, traiçoeira, vestindo-me de um diabo vermelho.
O meu amor (meu!), sempre à busca da troca que move a vida, quebrou-se e o peito - mais que rubro, hemorrágico -, morada de luz, contraiu-se. Privado.

A máscara caída, partida, me fere...

Diante de meus olhos assisto a mim mesma, desmantelada, abandonada, morta por uma cor que livrou-me da ausência do amor solitário. Morte!

Ai, crescerei!... que não seja sob a pena de renegação da clara alma. Minh'alma clara como minha pele, como meus olhos límpidos, transparentes, clara como a consciência do ser fiel à sua essência.

Trocar, dividir, compartilhar por toda a existência... ah, meu desejo! Ainda seguindo a pureza das expressões, meu caminho eterno do coração.


E que eu aprenda, por fim, a lidar com minhas doces pieguices diárias!

...o amor ao amor...

Ella.
[meu ser morreu por uma longa noite...
e então, despertou!]