...e de repente tudo mudou de cor. E só havia a raiva, traiçoeira, vestindo-me de um diabo vermelho.
O meu amor (meu!), sempre à busca da troca que move a vida, quebrou-se e o peito - mais que rubro, hemorrágico -, morada de luz, contraiu-se. Privado.
A máscara caída, partida, me fere...
Diante de meus olhos assisto a mim mesma, desmantelada, abandonada, morta por uma cor que livrou-me da ausência do amor solitário. Morte!
Ai, crescerei!... que não seja sob a pena de renegação da clara alma. Minh'alma clara como minha pele, como meus olhos límpidos, transparentes, clara como a consciência do ser fiel à sua essência.
Trocar, dividir, compartilhar por toda a existência... ah, meu desejo! Ainda seguindo a pureza das expressões, meu caminho eterno do coração.
E que eu aprenda, por fim, a lidar com minhas doces pieguices diárias!
...o amor ao amor...
Ella.
[meu ser morreu por uma longa noite...
e então, despertou!]

2 comentários:
"E que eu aprenda, por fim, a lidar com minhas doces pieguices diárias"
Adorei!
Exatamente isso, estou aprendendo!
Parabéns pelo blog, tá lindo!
Beijos,
Ainda bem filha!!!
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