sábado, 4 de agosto de 2007

a-Cor-da vida!

...e de repente tudo mudou de cor. E só havia a raiva, traiçoeira, vestindo-me de um diabo vermelho.
O meu amor (meu!), sempre à busca da troca que move a vida, quebrou-se e o peito - mais que rubro, hemorrágico -, morada de luz, contraiu-se. Privado.

A máscara caída, partida, me fere...

Diante de meus olhos assisto a mim mesma, desmantelada, abandonada, morta por uma cor que livrou-me da ausência do amor solitário. Morte!

Ai, crescerei!... que não seja sob a pena de renegação da clara alma. Minh'alma clara como minha pele, como meus olhos límpidos, transparentes, clara como a consciência do ser fiel à sua essência.

Trocar, dividir, compartilhar por toda a existência... ah, meu desejo! Ainda seguindo a pureza das expressões, meu caminho eterno do coração.


E que eu aprenda, por fim, a lidar com minhas doces pieguices diárias!

...o amor ao amor...

Ella.
[meu ser morreu por uma longa noite...
e então, despertou!]