
... e por fim percebo meus novos trajes. Não fui eu quem os escolheu. Tirei as cartas num jogo em que as regras eu desconheço. Segui vivendo dias inúteis. Perdi-me de mim.
Meu corpo ficou e a mente seguiu só. O coração delicado prendeu-se ao amor desenfreado e cego. Cego à todas as outras coisas no mundo, incluindo eu mesma. Quem foi, esvaiu-se... escondeu-se da turbulência que fez morada em meus dias, fugiu pra dentro.
E eu, das profundezas de tudo o que sou (ou que fui...), temi por meus braços não serem capazes de me alcançar.
Errei!
O abrigo no peito quente tornou-me mais. Enxerguei-me tanto em tão pouco espaço, aprisionada por fortes grades nascidas de minhas próprias entranhas.
(Faces de caminhos mal trilhados fitando-me sem perdão e uma inevitável condenação.)
Minha pena fez-se presente e tornou-se a vida vivida, todas as horas e os meus momentos.
Sigo buscando a libertação e o reencontro comigo mesma...
E para sempre!
Ella.
[e a quem quiser me acompanhar: boa estrada! ;)]

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