
A sede de palavras seca minha garganta e inunda os olhos a postos... na mira do sonho perdido pelo caminho.
Olhos atentos às curvas perigosas de uma estrada ao alento maior, e mais.
Secura nos lábios que se esvai, ao minuto esverdeado. E a coragem surge em montagem.
A boca vermelha, latejante, transborda e passa à fria cor das ruas, praças, arcos, becos em que busco... sempre nada.
Broto em sorrisos amarelos, dentes que aspiram por mais um trago amarelo.
E meus dedos, rígidos, traduzem a mente alvoroçada.
Os calos da expressão perdida, no peito.
Banida.
Ella.
[Meu corpo (sempre à espera) manifesta-se. Como acostumou-se a ser...
Traduzí-me em cores e sensações. E um brinde à beleza de ser!]